segunda-feira, 29 de março de 2010

Apresentação

Soluções criativas para problemas urbanos

1. Lixo
2. Transito/trafego
3. Entulho/pneu
4. Enchentes/Rios, córregos, etc
5. Bairros decadentes/ moradia precária
6. Esgoto/rios

Trabalho deve ser apresentado
Precisa conter: texto, vídeos, etc.
Não pode ser lido, mas apresentado.
Todo o grupo deve saber o todo.

Entregar para o professor duas páginas com as idéias principais da apresentação.

terça-feira, 16 de março de 2010

Primeira Guerra Mundial (1914-1918)


Introdução
Está guerra recebeu esse nome porque pela primeira vez na história um conflito envolveu quase todo o planeta se justifica pelas proporções bélicas e pela destruição devastadora causada pelas novas tecnologias.

Fatores da 1ª Guerra

1. Choque entre as potências imperialistas

a) Inglaterra e Alemanha

A partir da unificação em 1871, os alemães vieram um rápido processo de industrialização.
O povo alemão dotado de uma população operosa e disciplina de carvão e ferro abundantes de uma euforia nacional proveniente das vitórias nas guerras de unificação faz que o II Reich (império) alcance de um alto grau de industrialização que em 1900 concorria com a indústria inglesa no próprio território do Reino Unido.

b) Rivalidade entre as potências imperialistas pela distribuição das colônias e do mercado mundial
Esse fato justifica-se porque a industrialização necessita de novos mercados e matérias primas. Essa expansão ocorreu principalmente na Ásia e na África.
Além disso, o crescimento demográfico (1850) fez com que novas terras fossem colonizadas pelo excedente populacional que seria utilizado como mão-de-obra para seus países (matérias-primas).

2. Rivalidade Franco Alemã
Outro foco de tensões que contribuiu para a 1ª Guerra Mundial foram as relações entre a França e Alemanha. Essas relações foram profundamente marcadas pelo Revanchismo francês gerado pela derrota de 1870 quando a França perde o território da Alcácia-Lorena, região rica em minério de ferro e carvão que a França foi obrigada a ceder aos alemães pela derrota na Guerra franco-prussiana.

3. O Pan-eslavismo Russo
Os russos tinham sonhos imperialistas e desejavam reunir os povos eslavos sob a proteção da mãe Rússia.

4. Expansionismo Sérvio
A Sérvia havia conseguido sua independência do Império Turco-Otomano em 1878. Encravado na península balcânica, o novo país querendo expandir seu território reivindicava a província da Bósnia-Herzegovina então em poder do Império austro-húngaro.

O sistema de alianças
Toda essa gama (sucessão) de rivalidades conduziu a formação de alianças já no final do século XIX. Elas ficaram constituídas em dois blocos.
Tríplice Aliança: Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália (em 1915 ela passa para o lado da Entente, pois recebeu a promessa de territórios austríacos).
Tríplice Entente*: Inglaterra, França e Rússia

Inicio da Guerra
Os países viviam um momento de grande tensão, pois as seis maiores potencias européias estavam prontas para a guerra, faltava apenas um pretexto para o inicio de um confronto e este surgiu no dia 28 de junho de 1914, quando um estudante sérvio pertencente a uma sociedade secreta denominada “Mão Negra” assassinou a tiros o herdeiro do trono austro-húngaro, o arquiduque Francisco Ferdinando e sua esposa na capital da Bósnia Sarajevo.

Os acontecimentos que se sucederam deram inicio a Guerra:
a) Depois do assassinato, o governo da Áustria-Hungria acusou a Sérvia de apoiar a sociedade secreta “Mão-Negra” a qual pertencia o autor do assassinato Gavrilo Princip. A Áustria exigiu que fosse formada uma comissão austro-húngara de investigação; a Sérvia não concordou, considerando que a exigência feria sua autonomia. Recebeu então um ultimato para que investigassem o caso a Sérvia aceita a exigência, mas mesmo assim A Áustria-Húngria declara guerra a Sérvia no dia 28 de julho de 1914.
“Nas circunstâncias históricas da época, o assassinato serviu de motivo para uma reação militar da Áustria contra a Sérvia. Então, devido à política de alianças, outros países envolveram-se no conflito, numa verdadeira reação em cadeia” (COTRIN G. – História e Consciência do Mundo – 14ª ed – 1999). Observe os acontecimentos que se seguiram à invasão da Sérvia pelo exército austríaco:
b) Em 29 de julho de 1914, a Rússia mobiliza seu exército ao lado da Sérvia (Esse apoio pode ser explicado pelo fato da Rússia intitular-se protetora dos povos eslavos e desejava exercer o monopólio do comércio na Bulgária, Romênia, Grécia e Sérvia).
c) 1º de agosto - a Alemanha declara guerra a Rússia e, posteriormente à França.
d) 4 de agosto - para atingir a França, os exércitos alemães e austríacos invadem a Bélgica (neutra).
e) 5 de agosto - A Inglaterra declara guerra à Alemanha. A alegação dos ingleses foi à violação da neutralidade belga.

A União de Forças
Após a deflagração da guerra, os blocos rivais ficaram assim constituídos:
- Alemanha, Império Austro-Húngaro, Turquia e Bulgária.
- França, Inglaterra, Rússia, Bélgica, Sérvia, Japão, Itália, Portugal, Romênia, EUA, Brasil e Grécia.

Uso de Tecnologia
Os países em guerra esperavam que a guerra foi breve, porém ela durou cerca de quatro anos. Os combates terrestres deixaram inúmeros mortos em função dos novos armamentos utilizados como: metralhadoras, lança-chamas, projéteis, granadas. Pela primeira vez em uma guerra foram utlizados como recursos militares p avião e o submarino.

A entrada dos EUA na Guerra
Desde o inicio da Guerra, os EUA fizeram vultosos negócios com os países da Entente, vendendo matéria-prima, armas e alimentos. Uma derrota desses países implicaria em imensos prejuízos para as grandes empresas americanas.
A questão dos devedores foi fundamental para a entrada desse país na guerra, era somente necessário um pretexto que foi encontrado quando navios americanos foram afundados por submarinos alemães em águas internacionais, dessa maneira o presidente Woodrow Wilsoin declarou guerra a Alemanha em abril de 1917.

A Saída da Rússia da Guerra
No mesmo ano que os EUA declararam guerra à Alemanha, a Rússia foi abalada pela Revolução Russa que acabou instituindo o regime socialista nesse país. Para resolver seus problemas internos a Rússia retirou-se da guerra e posteriormente tomou a decisão de firmar a paz com os alemães.

O Fim do conflito
Depois de assinada a paz com os russos, os alemães concentraram suas forças na frente ocidental. A essa altura o uso de armas como os tanques e aviões mudaram radicalmente as táticas de combate. Os tanques rompiam facilmente as trincheiras, abrindo caminho para que a infantaria penetrasse em território inimigo.
Entre março e junho de 1918 os alemães lançaram mão de todo seu poderio militar contra a Entente, nesse ínterim sob intenso fogo do inimigo os alemães começaram a perder aliados. No segundo semestre de 1918 a Alemanha estava sozinha e sua situação tornou-se insustentável, isolada e sem condições de manter-se na guerra acabou assinando um armistício*, no dia 11 de novembro de 1918, em situação bastante desvantajosa.

Tratado de Versalhes
Terminada a guerra, os países vencedores reuniram-se no Palácio de Versalhes, na França e realizaram uma série de conferências. Nelas estabeleceram um conjunto de decisões conhecido como o Tratado de Versalhes, impondo duras penalidades à Alemanha. Esse tratado estipulava que a Alemanha deveria:

• Restituir a região da Alcásia-Lorena à França;
• Entregar seus navios mercantes a países como a França, Inglaterra e Bélgica;
• Reduzir seu poderio bélico, ficando proibida de possuir força aérea, de fabricar armas e de ter um exército superior a 100 mil voluntários.
• Pagar uma enorme indenização, no valor de 33 bilhões aos países vencedores. Esse foi o capítulo mais doloroso, pois arruinou ainda mais a já devastada e vencida Alemanha.

Conseqüências da Guerra
O conjunto de decisões impostas a Alemanha provocou uma intensa reação das forças políticas que se organizaram na Alemanha, pois os alemães consideraram injustas, vingativas e humilhantes as condições do Tratado de Versalhes. O sentimento de ódio nutrido pelo povo alemão contribuiu para a eclosão de outro terrível conflito, a Segunda Guerra Mundial.
A guerra marcou também o surgimento de diversos novos países, como a Iugoslávia, a Hungria, Tchecoslováquia e a Polônia.
A Primeira Guerra Mundial trouxe outras conseqüências das quais apontamos as mais importantes:
• 9 milhões de mortos e 40 mil feridos e mutilados;
• Aparecimento de regimes políticos autoritários como o nazismo e o fascismo.;
• Criação das Ligas das Nações em 28 de abril de 1919.

VOCABULÁRIO
Armistício: acordo de paz, trégua.
Entente: (palavra francesa que se pronuncia antant): acordo, aliança, entendimento.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Reforma Protestante


Introdução
No início dos tempos modernos, a Igreja foi o alvo preferido das críticas sociais. Todo o processo de crítica e descontentamento contra a Igreja Católica desembocou num movimento de rompimento religioso: a reforma Protestante. Foi essa reforma, realizada no século XVI, que promoveu a ruptura do cristianismo ocidental, fazendo surgir outras igrejas.

Causas da Reforma Protestante
Fatores religiosos, socioeconômicos e políticos levaram ao movimento da Reforma Protestante. Vejamos os principais:
• Corrupção: Venda de relíquias sagradas e indulgências: Para ganhar dinheiro o clero iludia as pessoas através do comércio de relíquias sagradas. Milhares de pessoas eram enganadas comprando espinhos da coroa de Cristo, palhas da manjedoura de Jesus, panos embebidos pelo sangue do rosto do Salvador, objetos pessoais dos santos.
Além desse comercio fraudulento, a Igreja passou a vender indulgências, isto é, o perdão dos pecados. Mediante um bom pagamento, destinado a financiar obras da igreja, os fiéis poderiam comprar a salvação e a entrada para o céu.
• Ignorância: desmoralização dos intermediários de Deus: A maioria dos sacerdotes desconhecia a própria doutrina católica e demonstrava absoluta falta de preparo para as funções religiosas. Além disso, os sacerdotes tinham um mau comportamento o que representava sério problema, pois a Igreja dizia que os sacerdotes erram intermediários entre os homens e Deus. Ora, se esses intermediários mostravam-se ignorantes e incompetentes, era preciso buscar novos caminhos para o encontro com Deus
• Imprensa: divulgação dos textos sagrados: Com a utilização da imprensa, aumentou-se o número de exemplares da Bíblia que podiam chegar às mãos dos estudiosos e da população. A divulgação dos textos sagrados e de outras obras religiosas contribuiu para o surgimento de diferentes interpretações da doutrina cristã foram influenciadas pelo espírito crítico da mentalidade renascentista.
• Burguesia: busca de uma nova ética religiosa: A Igreja Católica durante o período medieval condenava o lucro excessivo (a usura) e defendia o preço justo. Essa moral econômica entrava em choque com a ganância da burguesia. Grande número de comerciantes não se sentia à vontade para tirar o lucro máximo nos negócios, pois temiam ir para o inferno.
Os defensores dos grandes lucros econômicos necessitavam de uma nova ética religiosa, mais adequada à época de expansão comercial e de transição do feudalismo para o capitalismo, a ética protestante mostrou-se mais identificada com o espírito dos tempos modernos.
• Estado Moderno: Sentimento nacionalista: Com o fortalecimento das monarquias nacionais, os reis passaram a encarar a Igreja, que tinha sede em Roma e utilizava o latim, como entidade estrangeira que interferia em seus países. A Igreja por seu lado, insistia em se apresentar como instituição universal que unia o mundo cristão.
Essa noção de universalidade, entretanto perdia força, à medida que crescia o sentimento nacionalista. Cada Estado, com sua língua, seu povo e suas tradições, estava mais interessado em afirmar as diferenças do que as semelhanças em relação a outros estados. A Reforma Protestante correspondeu a esses interesses nacionalistas. Exemplo: a doutrina cristã dos reformadores foi divulgada na língua nacional de cada país e não em latim, o idioma oficial da Igreja.

REFORMA CALVINISTA
João Calvino
João Calvino (1509-1564): Nasceu em Noyon, na França, país que estudou Teologia e Direito.
Aderindo às idéias protestantes, Calvino foi considerado herege e, por isso, perseguido pelas autoridades católicas francesas. Em 1534, acabou fugindo para a Suíça, onde o movimento reformista já se desenvolvia.

A ética calvinista: predestinação divina
Ética é conjunto dos princípios, normas e valores que devem guiar a conduta humana, orientando-a para o caminho da virtude e do bem.
Em 1536, Calvino publicou sua principal obra, as Institutas Cristãs, na qual afirmava que o ser humano estava predestinado a merecer o céu ou o inferno. Explicava que Deus tinha eleito algumas pessoas para serem salvas, enquanto outras seriam condenadas à maldição eterna.
De 1541 a 1560, Calvino foi o governante absoluto da cidade suíça de Genebra. Durante esse período, Genebra ficou submetida a um governo teocrático, isto é, que dirige a sociedade misturando política e religião.

A fé burguesa
A prosperidade econômica e a riqueza material foram interpretadas pelos seguidores de Calvino como um sinal da salvação predestinada.
Assim, o calvinismo foi bem recebido pela burguesia comercial, que desejava uma ética religiosa que justificasse sua ambição material (lucro máximo).
Correspondendo aos interesses da burguesia, o calvinismo espalhou-se por países onde se expandia o capitalismo nascente, como França, Inglaterra, Escócia e Holanda.

PRINCIPAIS CONSEQÜÊNCIAS DO MOVIMENTO REFORMISTA
Movida por um conjunto de fatores sociais, econômicos e políticos, a Reforma Protestante acabou com a supremacia da Igreja católica romana. As conseqüências desse movimento foram:
• Intolerância religiosa: Com o fim da unidade cristã, surgiram diversas seitas cristãs e um clima de grande disputa e intolerância entre elas. Essa intolerância provocou lutas e perseguições àqueles que pensavam de modo diferente. Essas perseguições levaram também muitas pessoas a imigrarem para lugares onde tivessem liberdade religiosa. Exemplo disso são os calvinistas que fugiram para a América e lá estabeleceram colônias de povoamento.
• Fortalecimento do absolutismo: em alguns países, os reis romperam com a Igreja católica romana, apoiando a formação de novas Igrejas ou mesmo criando a sua própria. Essa quebra e o enfraquecimento da autoridade do papa favoreceram o fortalecimento do poder real e a imposição do absolutismo.
• Expansão do capitalismo: nos países onde a Reforma se consolidou, a ética burguesa se impôs com mais facilidade. Deixando de condenar o lucro excessivo, a nova moral reformista favoreceu o desenvolvimento das práticas capitalistas.
• Contra reforma: Teve início dentro do catolicismo romano um amplo movimento de moralização do clero e da reorganização da Igreja, que ficou conhecido como a contra-reforma.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Abolição da Escravatura

AS PRESSÕES INTERNAS E EXTERNAS CONTRA A ESCRAVIDÃO; A PRESSÃO DA INGLATERRA; AS LEIS ABOLICIONISTAS E A LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS

Introdução
Nas primeiras décadas do século XIX algumas personalidades se pronunciaram contra a escravidão, mas não eram ouvidas, porém após a Guerra do Paraguai a sociedade assumiu posições abolicionistas.

Guerra do Paraguai
A Guerra do Paraguai foi fundamental para a mudança de posição em relação a escravidão isso deveu-se a fatores, como:
- a participação dos negros na Guerra do Paraguai;
- a bravura demonstrada por eles nas batalhas.

Ampliação de mercados consumidores
A classe média (industriais e comerciantes) tornaram-se a favor da abolição da escravatura, porque viam nisso a possibilidade de ampliação dos mercados consumidores, pois acreditavam que o assalariamento dos negros libertos os tornariam consumidores.

Café do Oeste Paulista
A cultura do café foi implantada no Brasil durante o segundo império e sempre utilizou mão-de-obra escrava. Porém uma experiência inovadora no Oeste Paulista irá mudar esse panorama.
Os cafeicultores do Oeste de São Paulo estavam utilizando mão-de-obra livre e com isso obtiam mais lucros, o imigrante que vinha trabalhar na cultura de café recebia seu salário por empreitada e assim empenhava-se mais no plantio e colheita do café.

Escravo prejudicial para uma economia moderna
Além dos fatores já citados, deve-se ter em mente que a escravidão era prejudicial para uma economia que estava enfrentando um processo de modernização e dinamização.

Pressões externas contra a escravidão
A escravidão enfrentava, pressões externas, principalmente da Inglaterra para que ocorresse a libertação dos escravos.

Pressões da Inglaterra
A Inglaterra, uma das nações mais poderosas da época, era a que mais pressionava o Brasil para abolir a escravidão seu interesse pode ser explicado por causa de dois fatores:
1º) O interesse em aumentar o consumo de seus produtos no Brasil. Os negros libertos tornariam-se aptos à comprarem os produtos industrializados ingleses.
2º) O interesse em manter os africanos trabalhando nas plantações de algodão e nas minas de diamantes que possuíam no continente africano.

Lei Bill Aberdeen
A Inglaterra, no decorrer do tempo foi aumentando a pressão para que o Brasil libertasse seus escravos esse fato pode ser percebido nas leis impostas pela Inglaterra:
1810 – Os ingleses fizeram o governo português no Brasil a se comprometerem a abolir o comércio de escravos.
1827 – A Inglaterra exige que o Brasil deixe de comprar escravos no prazo de três anos.
1845 – A Inglaterra declara guerra ao tráfico. Sua marinha recebeu autorização de bombardear os navios que transportassem escravos. A lei foi denominada “Bill Aberdeen”.

Abolição Gradativa
Devido as pressões internas e externas contra a escravidão, o Brasil necessitava abolir o tráfico e a própria escravidão, porém não a executou de uma só vez, mas de forma gradativa, como pode-se verificar pelas leis que foram sendo regulamentadas:
Lei 581 (Eusébio de Queiros) – 04.09.1850 - Lei que extinguia o tráfico negreiro, mas não o trabalho escravo. Além disso, ainda continuou a existir a entrada de africanos no país pelo contrabando, intensificando-se o tráfico interno.
É importante salientar que os recursos aplicados na comercialização de escravos foram aplicados em novos empreendimentos.
Lei 2.040 (Lei do Ventre Livre) 28.09.1871 – Lei que estabelecia a liberdade para os escravos nascidos a partir de sua aprovação, mas que na prática, os mantinha cativos até os 21 anos.
O parágrafo 1ª dessa lei afirma que os filhos menores ficarão em poder e sob a autoridade dos senhores de suas mães, os quais terão obrigação de criá-los e tratá-los até a idade de oito anos completos. Chegando o filho da escrava a esta idae, o senhor da mãe terá a opção, ou de receber do Estado a indenização de 600$000, ou de utilizar-se dos serviços do menor até a idade de 21 anos completos.
Lei 3.270 (Lei dos Sexagenários ou Lei Saraiva-Cotegipe) 0 28.09.1885 – Lei que estabelecia a liberdade para os escravos a partir dos 65 anos. Porém, convém lembrar que eram poucos aqueles que atingiam esta idade e os que conseguiam não tinham meios para subsistir após a libertação.
O Artigo 3ª afirma que são libertos os escravos de 60 anos de idade, completos antes e depois da data em que entrar em execução esta lei, ficando, porém, obrigados a título de indenização pela sua alforria, a prestar serviços a seus ex-senhores pelo espaço de três anos. Os maiores de 65 anos não estão sujeitos aos iludidos serviços.
13 de maio de 1888 – Em dado momento da história, a escravidão tornou-se insustentável pelas pressões que vinham de todos os lados, dessa maneira era foi abolida no ano de 1888.
A Lei Áurea de assinada pela princesa Isabel, regente do Brasil, em 13 de maio de 1888 abolindo definitivamente a escravidão do Brasil. Segue abaixo o texto contendo a lei assinada pela princesa Isabel:

Lei 3.353 de 13 de Maio de 1888 Declara Extinta A Escravidão no Brasil
A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o senhor D. Pedro II faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geral decretou e Ela sancionou a Lei seguinte:
Art 1o - É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.
Art 2o - Revogam-se as disposições em contrário.
Deve-se lembrar que a referida lei extinguia a escravidão, sem estabelecer mecanismos de integração dos ex-escravos, o que os marginalizava no mercado de trabalho e na sociedade brasileira.

Divisão Pré-História

Paleolítico 500 000 – 30.000 a.C.
• Surgimento dos seres humanos (1 milhão a 600 000 anos)
• Os seres humanos eram nômades
• Criação de instrumentos (utilizando restos de ossos, pedras e madeira)
• Lascavam as pedras para ficarem pontiagudas
• Caça, pesca e coleta
• Domínio do fogo
• Aos poucos também foram se iniciando o convívio em grupo e as primeiras tentativas de comunicação com o desenvolvimento da capacidade de falar.

Neolítico 30 000 a 18 000 a.C.
• Aparecimento da agricultura e da criação
• Os seres humanos tornaram-se sedentários
• Surgimento das primeiras aldeias
• O aumento da produção criou excedentes e, a partir daí, intensificaram-se as relações de trocas entre as vilas são os primeiros passos para a atividade comercial.

Idade dos Metais 5 000 a 4000 a.C
• Organização social e política
• Utilização de metais para fabricar instrumentos.

Antes da Escrita

Segundo essa divisão da história, a origem da humanidade e as primeiras formas de organização dos grupos humanos constituem o período mais longo de nosso passado. Para facilitar seu estudo, esse período foi
também dividido. O critério para efetuar a subdivisão apoiou-se nos diferentes artefatos de pedra e de metal encontrados e nas possíveis técnicas usadas para sua fabricação. O período foi então dividido em três grandes momentos:

• Idade da Pedra Lascada ou Paleolítico: vai desde a origem da humanidade até cerca de 10 mil a.C.
• Idade da Pedra Polida ou Neolítico: estende-se de 10 mil até cerca de 6 mil a.C.
• Idade dos Metais: abrange os dois últimos milênios que antecedem o aparecimento da escrita, por volta de 4000 a.C. Nessa fase, alguns grupos humanos substituíram a pedra por metais, como o cobre e o bronze.

Quando começou a História

No século XIX, considerava-se que a história só poderia ser estudada por meios de documentos escritos. Segundo os estudiosos europeus, somente tais documentos seriam fontes confiáveis para reconstituir o passado da humanidade. Assim, a história de uma determinada sociedade, por exemplo, só teria início a partir do momento em que ela dominasse a escrita. Tudo o que ocorreu antes seria considerado anterior à História ou Pré História.
Muitos historiadores já não pensam mais assim. Para eles a história pode ser estudada a partir das mais variadas fontes, como imagens, objetos de cerâmicas, fósseis, construções, etc. Com isso, a divisão entre História e Pré-História perderia o sentido e tudo o que os seres humanos e seus ancentrais fazeram passaria a ser considerado história.

Divisão da História - Linha do tempo

Para facilitar o estudo da humanidade, os historiadores costumam dividi-la em períodos. Muitos podem ser os critérios estabelecidos para efetuar essa divisão. Os mais conhecidos, porém, foram elaborados no século XIX por estudiosos europeus, com base no passado de sua própria sociedade.
Segundo os critérios desses estudioso, os grandes períodos da história são:

• Pré-história: Que se estende da origem da humanidade até o desenvolvimento da escrita, por volta de 4000 a.C.
• Idade Antiga: do desenvolvimento da escrita até a desagregação do Império Romano do Ocidente, em 467
• Idade Média: da desagregação do Império Romano do Ocidente até a tomada de Constantinopla pelos turcos em 1453.
• Idade Moderna: da tomada de Constantinopla pelos turcos até a Revolução Francesa em 1789
• Idade Contemporânea: da Revolução Francesa até os dias atuais.

Atualmente, alguns historiadores contestam essa divisão. Concebida há mais de cem anos, ela carrega a idéia de que a história se desenvolve por etapas evolutivas, que vão desde o surgimento dos seres humanos até a moderna sociedade industrial. De acordo com essa divisão, a última etapa corresponderia ao estágio em que se encontra a sociedade européia nos dias de hoje. Todas as demais sociedades que não apresentam as mesmas características estariam em estágios inferiores. Por isso é que você muitas vezes deve ter ouvido falar que algumas sociedades contemporâneas são “medievais” ou “ primitivas.
Hoje sabemos que não se podem acomodar os acontecimentos da história em simples etapas. O passado de cada sociedade apresenta aspectos específicos que resultaram num presente diferente. Por isso, não há razão para considerar qualquer sociedade inferior ou superior a outra.
Por muito tempo, essa organização da história serviu para justificar a dominação imposta pelos europeus aos povos de outros continentes (África e Ásia, por exemplo). Com o argumento de levar a “civilização” e o “ progresso” a esses povos, os europeus escravizavam populações, exploravam suas riquezas, enfim, impunham, enfim, seus próprios hábitos culturais, seus próprios costumes.
Apesar de todos os problemas, esse tipo de divisão da história pode ser ainda considerado uma forma didática de organizar o estudo do passado da humanidade. Todavia, temos de estar alertas para não fazer interpretações preconceituosas.

Os primeiros seres humanos

O surgimento do ser humano é, antes de mais nada, um tema polêmico, porque mexe com tradições religiosas e, sobretudo, porque até as mais prováveis hipóteses podem ser derrubadas por novos achados arqueológicos ou mesmo pela divulgação do resultado de estudos feitos sobre material já encontrado.
As idéias formuladas pelo inglês Charles Darwin (1809-1882) em seu livro A origem das espécies, publicado no século XIX, inauguraram uma nova forma de encarar essas discussão. Segundo Darwin, os seres humanos pertencem a ordens dos primatas e têm a mesma origem dos grandes macacos atuais, como gorilas e chimpanzés, por exemplo. Em algum momento entretanto, por razões desconhecidas, parte de nossos antepassados se distanciou dos outros primatas na cadeia evolutiva e deu origem aos hominídios. Dentre esses surgiram os gêneros Australopithecus e, posteriormente, Homo, do qual a nossa espécie, Homo Sapiens moderno, faz parte.
Usando essas idéias como o ponto de partida e com base em novas pesquisas, grande parte dos estudiosos de hoje aceita a hipóteses de que os primeiros ancestrais dos seres humanos se originaram na África, por volta de 7 milhões de anos atrás. Mas ainda é um grande desafio para as pesquisadores que se dedicam ao tema saber com precisão como ocorreu essa história.