quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Juscelino Kubitschek (1956-1961)


 

Introdução
Completado o período de governo dos substitutos de Vargas, foram realizadas novas eleições em 1955. Os vencedores foram Juscelino Kubitschek de Oliveira como presidente, e João Goulart, para vice-presidente, ambos candidatos pelo PTB-PSD. Mais uma vez a UDN foi derrotada.
            Inconformados com a derrota, os udenistas tentaram dar um golpe para impedir a posse dos eleitos, porém reagindo ao golpe, o general Henrique Teixeira Lott, ministro da Guerra, desmontou a conspiração, garantindo a posse de Juscelino.


Plano de Metas 
No começo de seu governo, JK apresentou ao povo brasileiro o seu Plano de Metas, cujo lema era “cinquenta anos em cinco”, ou seja,  pretendia desenvolver o país cinquenta anos em apenas cinco de governo. O programa de governo priorizava cinco setores fundamentais: energia, transporte, alimentação, indústrias de base e educação. Entre as principais realizações do governo Juscelino, destacamos:

- Construção de usinas hidrelétricas (Furnas e Três Marias);
- Instalação de diversas indústrias, entre elas a automobilísticas;
- Abertura de rodovias, como a Belém-Brasília (20 mil quilômetros);
- Ampliação da produção de petróleo, que saltou de 2 milhões para 5,4 milhões de barris.
- Construção da capital federal, Brasília.

Desenvolvimento industrial
Foi na área do desenvolvimento industrial que JK teve maior êxito. Abrindo a economia para o capital internacional, atraiu o investimento de grandes empresas. Foi nesse governo  que entraram no país grandes montadoras de automóveis como, por exemplo, Ford, Volkswagen, Willys e GM (General Motors). Estas indústrias instalaram suas filiais na  região sudeste do Brasil, principalmente, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e ABC (Santo André, São Caetano e São Bernardo). As oportunidades de empregos aumentaram muito nesta região, atraindo trabalhadores de todo Brasil. Este fato fez aumentar o  êxodo rural (saída do homem do campo para as cidades) e a migração de nordestinos e nortistas de suas regiões para as grandes cidades do Sudeste.

Construção de Brasília: a nova capital
Além do desenvolvimento do Sudeste, a região  Centro-Oeste também cresceu e atraiu um grande número de migrantes nordestinos. A grande obra de JK foi a construção de Brasília, a nova capital do Brasil. Com a transferência da capital do Rio de Janeiro para Brasília, o presidente  pretendia desenvolver a região central do país e afastar o centro das decisões políticas de uma região densamente povoada. Com capital oriundo de empréstimos internacionais conseguiu finalizar e inaugurar Brasília, em 21 de abril de 1960.
A cidade começou a ser planejada e desenvolvida em 1956 pelo Urbanista Lúcio Costa e pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Milhares de trabalhadores pioneiros, os candangos, esforçaram-se noite e dia para concluir a obra no governo Juscelino.

 
 
 
Balanço do governo JK
A política econômica desenvolvimentista de Juscelino apresentou pontos positivos e negativos para o nosso país. A entrada de multinacionais gerou empregos, porém, deixou nosso país mais dependente do capital externo. Os nacionalistas diziam que a politica econômica de Juscelino tinha a vantagem de ser modernizadora, mas o defeito de ser desnacionalizadora. O investimento na industrialização deixou de lado a zona rural, prejudicando o trabalhador do campo e a produção agrícola. O país ganhou uma nova capital, porém a  dívida externa, contraída para esta obra, aumentou significativamente. A migração e o êxodo rural descontrolados fez aumentar a pobreza, a miséria e a violência nas grandes capitais do sudeste do país.
As grandes obras do período JK ajudaram a elevar a inflação, prejudicando a classe trabalhadora que, por, isso, reclamava aumentos salariais.
Juscelino realizou um governo marcado pela garantia das liberdades democráticas.  

Gilberto Cotrim, História e Consciência do Brasil. Editora Saraiva,1995

terça-feira, 15 de outubro de 2013

As duas Cartas de Getúlio Vargas

fonte: http://www2.uol.com.br/historiaviva/artigos/as_duas_cartas_de_getulio_vargas.html
A história ainda não tem um veredicto sobre as mensagens atribuídas ao presidente, deixadas como testamento político, por ocasião de seu suicídio.

 



 
ACERVO ÚLTIMA HORA/ AESP

 O adeus: foto publicada em jornais, em agosto de 1954, para anunciar o suicídio/ Enterro em São Borja (RS): comoção popular varreu o país
Antes de se suicidar com um tiro no peito, Getúlio Vargas (1882-1954) escreveu uma carta-testamento ainda hoje polêmica, pois existem dela duas versões: uma manuscrita, bastante concisa, e outra mais longa, datilografada, que foi distribuída para a imprensa como a mensagem oficial do político ao povo brasileiro. Em ambas, porém, Getúlio informa que deu cabo à própria vida em virtude de pressões de grupos internacionais e nacionais contrários ao trabalhismo – ou seja, criou sua versão das “forças ocultas” que algumas vezes leva a rupturas no poder.
Os dois documentos são ainda um libelo pró-nacionalismo e recendem personalismo, uma das marcas registradas do político. Getúlio se colocou, até na hora da morte, como defensor do povo e líder martirizado justamente para libertar os brasileiros. “Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco”, registra a versão datilografada. No manuscrito, há um trecho com recado semelhante. “Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.” 

Há quem atribua o estilo do texto “oficial” ao redator dos discursos de Vargas, o jornalista José Soares Maciel Filho. De fato, Maciel Filho confirmou à família do presidente que datilografou a versão lida para a imprensa, mas nada disse sobre tê-la modificado. De todo modo, por causa da carta-testamento, Maciel Filho é conhecido como o ghost-writer que saiu da sombra habitual do redator de aluguel para entrar para a história. 
 

TEXTO MANUSCRITO

CPDOC/FGV
 

“Deixo à sanha dos meus inimigos, o legado da minha morte. Levo o pesar de não ter podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia. A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa.
Acrescente-se a fraqueza de amigos que não defenderam nas posições que ocupavam à felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês, à insensibilidade moral de sicários que entreguei à Justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país contra a minha pessoa.
Se a simples renúncia ao posto a que fui levado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranquilo no chão da pátria, de bom grado renunciaria.
Mas tal renúncia daria apenas ensejo para, com mais fúria, perseguirem-me e humilharem-me.
Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas.
Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao Senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes.
Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos.
Que o sangue dum inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus.
Agradeço aos que de perto ou de longe me trouxeram o conforto de sua amizade.
A resposta do povo virá mais tarde...” 
 
TEXTO DATILOGRAFADO
 

“Mais uma vez as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam; e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.
Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci.
Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo.
A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a Justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios.
Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobras, mal começa esta a funcionar a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o povo seja independente.
Assumi o governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia a ponto de sermos obrigados a ceder.
Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo e renunciando a mim mesmo, para defender o povo que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar a não ser o meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.
Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos.
Quando vos vilipendiarem, sentireis no meu pensamento a força para a reação.
Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com perdão. E aos que pensam que me derrotam respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo, de quem fui escravo, não mais será escravo de ninguém.
Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue terá o preço do seu resgate.
Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história.”
Fonte de todo o texto: http://www2.uol.com.br/historiaviva/artigos/as_duas_cartas_de_getulio_vargas.html
Aliás visitem o site acima, muito interessante

Getúlio Vargas (1951-1954)



         Ao fim do governo Dutra, Vargas ganha às eleições com 48,7% do total.
         Assumindo o poder, Vargas procurou apagar a imagem de ditador do Estado Novo e construiu em seu lugar a figura de um estadista democrata.
         Retomou duas características que o consagraram: O nacionalismo econômico e a política trabalhista. Dizia que o país precisava conquistar sua "independência econômica".

O Nacionalismo
         Getúlio empenhou-se em realizar um governo nacionalista: “Era preciso atacar a exploração das forças internacionais para que o país conquistasse sua independência econômica”.
         O nacionalismo foi combatido pelos EUA, empresas estrangeiras e por brasileiros que defendiam os interesses estrangeiros.
         Um momento importante de debate entre nacionalistas e daqueles que acastelavam os interesses estrangeiros, aconteceu por ocasião da nacionalização do petróleo.
         O primeiro grupo defendia o slogan “o Petróleo é Nosso”, o segundo desejava entregar aos estrangeiros a exploração do petróleo.
Vargas cria a Petrobrás em 1953, empresa estatal que passou a ter o monopólio sobre o petróleo nacional e propôs a Lei de Lucros Extraordinários, que limitava o lucro enviado para fora que vinham das empresas que estavam instaladas aqui. A lei foi barrada no Congresso, devido às pressões dos grupos internacionais.

O Trabalhismo
         Getúlio Vargas desenvolveu uma política de aproximação com os trabalhadores da cidade. Dizia que seu objetivo era a construção de uma verdadeira democracia social e econômica. Democracia em que o trabalhador tivesse, além dos direitos políticos, o direito de desfrutar o progresso que ele mesmo criara com seu trabalho.
         Em 1954 autorizou um aumento de 100% no salário mínimo, atendendo a proposta do vice-presidente João Goulart, o que não agradou os empresários.

 Crise política e suicídio de Vargas
         Vários fatores já citados, como a política desfavorável ao capital estrangeiro, aumento do salário mínimo e crescente organização dos trabalhadores, concorreram para aumentar a oposição da alta burguesia, dos políticos da UDN e de uma parte da imprensa ao governo Vargas.
         No dia 05 de agosto de 1954, um atentado a Carlos Lacerda aumentou a oposição a Getúlio Vargas.
Carlos Lacerda que estava na companhia do major da Aeronáutica Rubem Florentino Vaz, escapou desse atentado com um tiro no pé. O major Vaz, entretanto, foi mortalmente ferido pelo agressor. Investigações posteriores, presididas pela Aeronáutica, revelaram que o autor do crime possuía ligações com Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal de Getúlio Vargas.
A notícia do atentado alcançou grande repercussão na imprensa oposicionista, sendo utilizada para sujar a imagem do governo. Eram tantos os ataques e as provocações que Vargas declarou: “Sinto-me mergulhado num mar de lama”.
         Os militares, em particular os membros da Aeronáutica, exigiram sua renúncia, porém Vargas se recusava a deixar o cargo para o qual tinha sido eleito pelo povo. “Só saio do Palácio do Catete morto”, havia dito certa vez.
         Vendo-se isolado e sem poder reagir às pressões militares, no dia 24 de agosto de 1954, suicidou-se com um tiro no coração.
Assume Café Filho para terminar o mandato, porém é afastado por problemas de saúde. Depois assume Carlos Luz e em seguida Nereu Ramos.
Referências Bibliográficas
1. Gilberto Cotrim, História e Consciência do Brasil. 1995
 

Getúlio Vargas (1951-1954)



         Ao fim do governo Dutra, Vargas ganha às eleições com 48,7% do total.
         Assumindo o poder, Vargas procurou apagar a imagem de ditador do Estado Novo e construiu em seu lugar a figura de um estadista democrata.
         Retomou duas características que o consagraram: O nacionalismo econômico e a política trabalhista. Dizia que o país precisava conquistar sua "independência econômica".

O Nacionalismo
         Getúlio empenhou-se em realizar um governo nacionalista: “Era preciso atacar a exploração das forças internacionais para que o país conquistasse sua independência econômica”.
         O nacionalismo foi combatido pelos EUA, empresas estrangeiras e por brasileiros que defendiam os interesses estrangeiros.
         Um momento importante de debate entre nacionalistas e daqueles que acastelavam os interesses estrangeiros, aconteceu por ocasião da nacionalização do petróleo.
         O primeiro grupo defendia o slogan “o Petróleo é Nosso”, o segundo desejava entregar aos estrangeiros a exploração do petróleo.
Vargas cria a Petrobrás em 1953, empresa estatal que passou a ter o monopólio sobre o petróleo nacional e propôs a Lei de Lucros Extraordinários, que limitava o lucro enviado para fora que vinham das empresas que estavam instaladas aqui. A lei foi barrada no Congresso, devido às pressões dos grupos internacionais.

O Trabalhismo
         Getúlio Vargas desenvolveu uma política de aproximação com os trabalhadores da cidade. Dizia que seu objetivo era a construção de uma verdadeira democracia social e econômica. Democracia em que o trabalhador tivesse, além dos direitos políticos, o direito de desfrutar o progresso que ele mesmo criara com seu trabalho.
         Em 1954 autorizou um aumento de 100% no salário mínimo, atendendo a proposta do vice-presidente João Goulart, o que não agradou os empresários.

 Crise política e suicídio de Vargas
         Vários fatores já citados, como a política desfavorável ao capital estrangeiro, aumento do salário mínimo e crescente organização dos trabalhadores, concorreram para aumentar a oposição da alta burguesia, dos políticos da UDN e de uma parte da imprensa ao governo Vargas.
         No dia 05 de agosto de 1954, um atentado a Carlos Lacerda aumentou a oposição a Getúlio Vargas.
Carlos Lacerda que estava na companhia do major da Aeronáutica Rubem Florentino Vaz, escapou desse atentado com um tiro no pé. O major Vaz, entretanto, foi mortalmente ferido pelo agressor. Investigações posteriores, presididas pela Aeronáutica, revelaram que o autor do crime possuía ligações com Gregório Fortunato, chefe da guarda pessoal de Getúlio Vargas.
A notícia do atentado alcançou grande repercussão na imprensa oposicionista, sendo utilizada para sujar a imagem do governo. Eram tantos os ataques e as provocações que Vargas declarou: “Sinto-me mergulhado num mar de lama”.
         Os militares, em particular os membros da Aeronáutica, exigiram sua renúncia, porém Vargas se recusava a deixar o cargo para o qual tinha sido eleito pelo povo. “Só saio do Palácio do Catete morto”, havia dito certa vez.
         Vendo-se isolado e sem poder reagir às pressões militares, no dia 24 de agosto de 1954, suicidou-se com um tiro no coração.
Assume Café Filho para terminar o mandato, porém é afastado por problemas de saúde. Depois assume Carlos Luz e em seguida Nereu Ramos.
Referências Bibliográficas
1. Gilberto Cotrim, História e Consciência do Brasil. 1995
 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Guerra Fria e Bipolaridade


1939-45 – Segunda Guerra Mundial
Entre os anos de 1939-45, o mundo conheceu o pior de todos os conflitos, a Segunda Guerra Mundial.
 
Derrocada (ruína) de antigas potências
Os aliados venceram a guerra, porém o mundo assiste a derrocada de antigas potências européias, como: França e Reino Unido e o surgimento de duas novas superpotências: os EUA e URSS.


Guerra Fria
Apesar da vitória dos aliados, os EUA e URSS, após a Segunda Guerra Mundial passaram a atuar política e economicamente em campos distintos. Esse período foi marcado pela Guerra Fria, tensão política entre os EUA e URSS. O termo refletia a situação de hostilidade entre os dois países. A Guerra Fria foi marcada pela corrida armamentista e nuclear e pela disputa de zonas de influência em todo o cenário mundial. A guerra recebe o nome de fria, porque os países nunca chegaram a um conflito real.
 

Zonas de Influência e Bipolaridade
Com a Guerra Fria, o mundo ficou dividido entre duas formas político-econômicas distintas:

Capitalismo e Socialismo.
Uma das características da Guerra Fria foi a disputa por zonas de influências, ou seja, a busca por aliados que adotassem a forma político-econômica do país dominador. Assim o mundo ficou dividido entre duas formas político-econômicas distintas: o capitalismo e o socialismo. O Primeiro tendo como representante os EUA e o segundo a URSS. Essa divisão ficou conhecida como Bipolaridade.

Conflitos durante a Guerra Fria
Neste contexto, o mundo viveu vários conflitos que ganharam a atenção mundial e aumentaram o perigo de uma Guerra Nuclear
A crise de Berlim: Em 1945,  Berlim foi dividida em quatro zonas de ocupação: EUA, Reino Unido, França e URSS. Em 1949, devido as divergências entre os aliados, as zonas de ocupaçã9o deram origem a dois países: Alemanha Oriental (Comunista) e Alemanha Ocidental (Capitalista).
Em 1961, para conter o fluxo migratório da Alemanha Oriental para a Ocidental, mais atraente do ponto de vista econômico, constrói-se o MURO DE BERLIM.

 
1950\53 – Guerra da Coréia – país ficou dividido com a ocupação soviética ao norte e americana ao sul
1961\62 – Crise dos mísseis cubanos.
1960\75 – Guerra do Vietnã
 

Divisão em três mundos

O período da guerra fria foi marcado pela divisão dos países em três mundos que foi utilizada para diferenciar os países de acordo com o seu grau de desenvolvimento e sistema sócio-econômico adotado:

 
Países do 1º mundo: capitalistas desenvolvidos industrializados
Países do 2º mundo: Socialistas (desenvolvidos e subdesenvolvidos). Esses países em geral, conseguiram avanços sociais, mas não desenvolveram tecnologia de ponta na indústria.
Países do 3º mundo: Capitalistas subdesenvolvidos. Normalmente são exportadores de matérias-primas e apresentam graves problemas sociais.

 
Linha Norte-Sul
Com o fim da guerra fria, após a extinção da URSS, em 1991 criou-se uma nova divisão mundial que classifica os países majoritariamente ao norte como desenvolvidos e os do sul (exceto a Austrália e Nova Zelândia) como subdesenvolvidos.

 
As crises do socialismo Real
1917- Revolução Russa – Implantação do socialismo na Rússia.
1922 – Formou-se a partir do domínio russo a URSS. O país ficou assim constituído até 1991.

 Proposta de mudanças estruturais
Em 1985, sobe ao poder Mikail Gorbatchev que propõe mudanças estruturais na política e economia do país.

 

Tipos de Mudanças propostas
Glasnost: Abertura política que propunha acabar gradativamente com a burocracia dominante e possibilitar a criação de novos partidos políticos, derrubando o poder absoluto dos PCUS.
Perestroika: Abertura econômica – seu objetivo era dinamizar tanto os setores industriais de base como bens de consumo, que apresentavam atraso tecnológico, e incentivar a entrada de capitais estrangeiros no país.


Propostas não agradam
As propostas não agradaram nem conservadores e nem aos reformistas. Então Gorbatchev  tentou assinar um acordo que transformasse a URSS em uma Comunidade de Repúblicas Autônomas para evitar a desagregação, que também fracassou.

 
Independência dos Países Bálticos
Em janeiro de 1991, o governo soviético enviou tropas para a  Lituânia, uma das Repúblicas Bálticas que, juntamente com a Estônia e Letônia, declararam-se independentes. Porém em setembro de 1991, Os países Bálticos: Lituânia, Estônia e Letônia foram reconhecidos como países independentes. E admitidos na ONU onze dias depois.

 Extinção da URSS
Em 25.12.1991 a URSS foi extinta e Gorbatchev renunciou. a Rússia tomou o seu lugar na ONU.

Queda do Muro de Berlim - 1990

Em 1990, o Muro de Berlim foi derrubado iniciando a unificação da Alemanha.

Segunda Guerra Mundial (1939-1945)





Principais Causas da Guerra
a-) O Tratado de Versalhes: Os alemães consideraram as imposições duras e humilhantes. O Fuhrer desejava encerrar todos os itens.
b-) Expansionismo Alemão: esse era necessário para construir o espaço vital na qual os alemães teriam direito. 
Espaço Vital: doutrina geopolítica que defendia que toda “raça ou povo com dotes civilizacionais superiores” precisaria de um vasto espaço físico para o seu pleno desenvolvimento. A conquista desse “espaço vital” dependia da subjugação de “povos ou raças inferiores”, ocupantes de territórios “indignos” deles. 
O conceito de Lebensraum popularizou-se no século XIX, após a Unificação Alemã, por meio dos trabalhos do geógrafo Friedrich Ratzel.

Governos Fortes e Autoritários
Alemanha, Itália e Japão, com seus governos totalitários, conseguiram um alto grau de disciplina social e dirigiam seus esforços para a recuperação de suas economias e para o desenvolvimento militar.

Política Externa Agressiva
Esses países queriam a qualquer custo modificar a ordem estabelecida pelos vencedores da Primeira Guerra Mundial. Assim adotaram uma política externa agressiva. Para expandir seus territórios e economia.

Recuo da França e Inglaterra
A França e a Inglaterra diante das violações do Tratado de Versalhes recuam e não tomam nenhuma medida para impedir a Alemanha.

Motivos:
•           Receio de uma nova guerra de âmbito mundial.
•           Problemas internos franceses: A França estava dividida por causa de conflitos internos entre os partidos de orientação marxista e as forças tradicionais burguesas que se mostraram simpatizantes ao Fascismo.
•           A Inglaterra e a França sabiam que estavam despreparadas para uma nova guerra.

Política de Apaziguamento
Os franceses e ingleses adotaram uma política de apaziguamento que consistia em ceder as violações da Alemanha, na esperança que Hitler, estando satisfeito, não arrastasse a Europa para outra guerra mundial. Essa política não funcionou como se esperava, porque a Alemanha tornou-se mais forte e o povo alemão mais dedicado ao Fuhrer (líder). Hitler não moderou suas ambições, e os apaziguadores não evitaram a guerra.

Remilitarizacão Alemã
A Alemanha tinha o desejo de realizar seus objetivos consoante a sua política externa de expansão territorial. Assim necessitava de uma formidável máquina militar, por esse motivo iniciou seu rearmamento.

Rompimento do Tratado de Versalhes – 1935
Em marco de 1935, Hitler declara que a Alemanha não se julgava mais obrigada a obedecer ao Tratado de Versalhes.

Principais Medidas
•           Restabeleceu o recrutamento militar obrigatório.
•           Construiu uma força aérea
•           Fortaleceu sua marinha
A França e a Inglaterra não ofereceram nenhuma resistência.

Envio de Tropas Para a Renânia
No dia 07 de Marco de 1936, Hitler envia tropas para a Renânia, violando o Tratado de Versalhes, que exigia a desmilitarização da região. A Renânia era próxima ao Rio Reno e fazia fronteira com França.
A França e a Inglaterra não se importam: afinal estava enviando tropas para seu próprio território.

Criação do Espaço Vital Alemão
Com o intuito de criar o espaço vital, Hitler inicia o expansionismo da Alemanha Nazista.
a-) Anexação da Áustria
Em abril de 1938, a Áustria é anexada a Alemanha sem o disparo de um único tiro. Ele consegue isso, afirmando que os alemães e austríacos formavam um único povo germânico e deviam viver sob comando de um só estado.
Através de um plebiscito realizado em abril de 1938, Hitler anexa a Áustria a Alemanha. O motivo da facilidade era o fato do nazismo ser muito popular no povo austríaco.

b-) Anexação dos Sudetos
Essa região pertencia a Tchecoslováquia e habitada por 3 milhões de alemães.  O governo alemão acusava o governo tcheco de oprimir os cidadãos alemães. O governo tcheco, por sua vez, dizia que as acusações eram pura invenção de Hitler.  O que ele queria de verdade era um pretexto para invadir a Tchecoslováquia.

Conferência de Munique
O acordo para a anexação dos sudetos aconteceu na “Conferência de Munique”. Ela contou com a presença da Alemanha, Itália, França e Inglaterra. Os tchecos, principais interessados, foram impedidos de participar da reunião.
Franceses e ingleses decidiram ceder mais uma vez, dentro da política de Apaziguamento, ao pedido de Hitler, pensando que seria a última reivindicação territorial de Hitler, mas erraram.

Invasão da Tchecoslováquia
 Seguindo ordens de Hitler, o exército alemão, ocupou os sudetos e o restante da Tchecoslováquia. Desrespeitando o que havia sido combinado na “Conferência de Munique”.

Pacto secreto com a URSS
Em agosto de 1939, a Alemanha assina um pacto secreto com a URSS de não agressão e decidem ocupar a Polônia dividindo-a entre as duas potências. Pouco depois, em setembro, tropas alemãs invadem a Polônia pelo Oeste e a URSS pelo leste. Diante do ataque à Polônia, a Inglaterra e a França declaram guerra à Alemanha. Era o início da Segunda guerra Mundial.

Segunda Guerra Mundial – Dividida em Duas Fases
A Segunda Guerra Mundial (1939–1945) envolveu boa parte dos povos do mundo. Os principais choques ocorreram na Europa, no norte da África e no extremo Oriente. Porém a guerra pode ser dividida em duas fases: A guerra na Europa e a guerra no mundo.
Primeira Fase: Guerra na Europa (1939-1941)
Essa fase caracterizou-se pela rápida ofensiva de forças nazistas, chamada Guerra – Relâmpago. Marcada pelo rápido avanço dos tanques blindados, apoiados pela aviação sobre as linhas de defesa adversária e finalmente as tropas de ocupação, consolidando a vitória alemã.

Conquistas Alemãs
•              Dinamarca (09/04/1940)
•              Holanda (15/05/1940)
•              Bélgica (28/05/1940)
•              Noruega (10/06/1940)
•              França (14/06/1940)

Entrada da Itália
Após a derrota da França, a Itália entra na guerra ao lado dos alemães.

Entrada dos EUA e URSS – 1941
No ano de 1941, ocorreram dois fatos que mudariam os rumos da guerra:
a-) Entrada da URSS
Rompendo os acordos anteriores, Hitler invade a URSS (22 de junho de 1941). A URSS declara guerra a Alemanha.
b-) Entrada dos EUA
O Japão que apoia a Alemanha e a Itália, ataca a base militar em Pearl Harbor no Oceano Pacífico no dia 08 de dezembro de 1941. Os EUA declaram guerra ao Japão, Itália e Alemanha.

Segunda Fase: Guerra no Mundo (1942-1945)
Com a participação da URSS e dos EUA formaram-se dois grandes em conflito:

a-) Eixo:  Alemanha, Itália e Japão.

b-) Aliados: Inglaterra, EUA, URSS, França, Brasil, entre outros.

Invasões da URSS (1941-1942)
No período de 1941-1942, o exército alemão entra em Stalingrado. Nessa cidade ocorreram as mais sangrentas batalhas de toda a guerra. O comando alemão percebeu a enorme dificuldade de prosseguir, mas recebeu ordens diretas de Hitler para não retroceder.

Fim do Mito da Invencibilidade Alemã
A partir de 19 de novembro de 1942, iniciou-se uma grande ofensiva do exército soviético que terminou com a rendição das tropas alemãs em fevereiro de 1943. Pela primeira vez, desde o início da guerra, tropas alemãs foram obrigadas a se render.
A batalha de Stalingrado colocava fim ao mito da invencibilidade alemã. Aqui começa a derrota da Alemanha nazista. A partir de Stalingrado, os soviéticos foram conquistando, um por um, os países antes controlados pelos nazistas. Os soviéticos foram os primeiros no final da guerra a entrar vitoriosamente em Berlim.

Bombardeio Aliado Sobre a Alemanha
A partir de 1942, os aliados iniciaram uma série de bombardeios sobre as grandes cidades alemãs. Esses bombardeios intensificaram-se até 1945. Aos poucos, os aliados destruíram as reservas de combustível e as redes de comunicações deixando os tanques, aviões e carros sem combustível e impossibilitou as tropas alemãs se comunicar.

O Dia D 
Uma grande ofensiva foi cuidadosamente planejada pelos aliados, o chamado dia “D”. (Na terminologia militar, significa a data escolhida para a realização de uma operação, como por exemplo, o ataque a forças inimigas).

Dia “D” – Desembarque na Normandia
No dia 06 de junho de 1944, as tropas aliadas desembarcaram na Normandia (França) e fizeram o mais forte ataque contra as tropas alemãs. Esse dia ficou conhecido como o dia “D”.
Os nazistas resistiram com todo poder bélico, inclusive recrutando crianças e mulheres para lutar contra os aliados.

Dia da Vitória na Europa
Finalmente no dia 08 de maio de 1945, deu-se a completa rendição da Alemanha. Esse é considerado o dia da vitória na Europa.

A Bomba – Atômica e a Rendição Japonesa
No Extremo Oriente, a guerra prosseguiu por mais quatro meses, até a rendição do Japão, em setembro de 1945.
Os EUA que desde o ataque de Pearl Harbor (1941), vinham combatendo os japoneses desferiram o golpe definitivo em agosto de 1945. Numa demonstração do seu poder militar ao mundo lançaram duas bombas atômicas em território japonês: a primeira em Hiroshima e a segunda em Nagasaki.
Nas duas cidades morreram, instantaneamente cerca de 160 mil pessoas. Depois milhares morreram em consequência da radiação.

Bomba Atômica – Crime de Guerra
O presidente dos EUA Harry Truman afirmou que as bombas foram utilizadas para apressar a rendição dos japoneses. Entretanto para muitos analistas, o uso da bomba no Japão, foi um crime de guerra destinado a impressionar a URSS e a marcar sua força política, tendo em vista a nova ordem internacional do pós-guerra.

As vítimas do conflito
A brutalidade da guerra provocou a morte de milhões de pessoas, entre militares e civis. O resultado do conflito foi estimado em:
  • 55 Milhões de mortos
  • 35 Milhões de feridos
  • 20 milhões de órfãos
  • 190 milhões de refugiados.
Aproximadamente 6 milhões de judeus foram exterminados pelos nazistas nos vários campos de concentração.

Tribunal em Nuremberg
Entre os anos de 1945 e 1946, instalou-se na cidade de Nuremberg um tribunal militar internacional que condenou os principais líderes nazistas, por crimes contra humanidade. Onze deles foram condenados à morte por enforcamento.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Muro de Berlim

 
Marco da Guerra Fria caiu em 9 de novembro de 1989
Carlos Ferreira
Da Redação
Símbolo maior da Guerra Fria, o Muro de Berlim foi construído em 1961 e dividiu por 28 anos a Alemanha em dois blocos: a República Democrática da Alemanha - que seguia o regime socialista liderado pela União Soviética - e a República Federal da Alemanha -conduzida sob o regime capitalista. Depois da derrocada dos regimes socialistas, ele foi derrubado em 9 de novembro de 1989.

Porém, para entender a divisão do território, é preciso voltar no tempo, mais precisamente até o final da Segunda Guerra Mundial (1945), quando o país foi dividido pela Conferência de Potsdam em quatro zonas comandadas por soviéticos, franceses, britânicos e norte-americanos, vencedores da guerra. Apagar as marcas do nazismo e empreender um processo de reconstrução era o objetivo maior desses países aliados.
Fonte: http://educacao.uol.com.br/historia/ult1704u30.jhtm
Contudo, a chegada dos recursos do Plano Marshall em 1947 - concebido pelo general George Marshall, então secretário de Estado dos EUA, para ajudar na reconstrução da Europa devastada pela guerra- fez com que a União Soviética se recusasse a participar do programa de recuperação, temendo que os dólares pudessem colocar em risco a hegemonia de Moscou no leste.

O então líder da União Soviética, Josef Stálin, reagiu à reforma monetária e à implantação da nova moeda na Alemanha, o marco alemão, ordenando o bloqueio do setor ocidental de Berlim, que estava controlado pelos defensores do capitalismo.

Convencido de que a interdição do acesso a Berlim ocidental forçaria a rendição das forças de ocupação, Stálin foi surpreendido por uma resistência, que conseguiu abastecer durante 11 meses a área bloqueada.

Com a suspensão do cerco de Stálin em maio de 1949 de forma diplomática, surgiram a República Federal da Alemanha e a República Democrática Alemã, consolidando a divisão do país.


O Muro de Berlim
Berlim ocidental se transformou num enclave capitalista em território inimigo. Vitrine privilegiada da economia ocidental, atraiu centenas de cidadãos orientais que arriscavam a vida para alcançar o outro lado.

Decididos a conter o fluxo de refugiados, os comunistas começaram a erguer o Muro de Berlim em 13 de agosto de 1961. O muro era formado por duas barreiras de concreto de 2,40m, cercas de arame farpado com armadilhas e torres de guarda. O muro separou amigos, famílias e uma nação. Na tentativa de buscar melhores condições do outro lado da barreira, dezenas de pessoas foram mortas por soldados que tinham ordem de atirar.

A queda do muro não dependeu de nenhuma ordem oficial, apenas o desejo latente e cada vez maior de liberdade, união e reencontro, além do enfraquecimento dos regimes socialistas. Um mal-entendido em relação a um
comunicado oficial do governo da Alemanha Oriental, somado às pressões políticas e sociais externas e internas, provocou a derrubada do Muro de Berlim.

Reunificada oficialmente em outubro de 90, a Alemanha rica e próspera luta ainda hoje para superar a desigualdade existente entre ossies (orientais) e wessies (ocidentais).
Fonte: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/muro-de-berlim-marco-da-guerra-fria-caiu-em-9-de-novembro-de-1989.htm
Imagem: http://www.infoescola.com/historia/muro-de-berlim/