terça-feira, 27 de abril de 2010

Revolução Francesa


Idade Contemporânea
A Revolução Francesa foi o acontecimento mais importante da Idade Moderna. Por isso ela marca o inicio da Idade Contemporânea.

Lema
Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Ruptura do Antigo Regime
A Revolução Francesa significou o rompimento definitivo com o Antigo Regime, criando condições para o Estado de Direito Baseado na Lei.
A revolução contou com a participação das várias camadas sociais: dos miseráveis até a alta burguesia, mas acabou levando somente a burguesia ao poder.

Contexto Político Internacional
No contexto político internacional, a Revolução Francesa teve um significado mais abrangente, pois influenciou a luta de diversos povos contra de poderes autoritários e a favor da liberdade, da democracia, do progresso e da modernização.

Causas: Crise Francesa
No final do século XVIII a França passava por crises em todas as suas estruturas: políticas, econômicas e sociais.
Política: Absolutismo: Incapaz de solucionar os problemas da sociedade, pois por estar mais preocupada em sustentar uma classe privilegiada esquecendo-se do povo em geral.
Economia: Baseada na agricultura. Os pequenos proprietários viviam de maneira semelhante aos servos medievais, inclusive pagando altíssimos impostos para sustentar o governo, a igreja e a nobreza.
Sociedade: Estamental, ou seja, sem mobilidade social. Baseada nos privilégios de nascimento e não da riqueza ou merecimento.
Estava dividida em três ordens ou estados: 1º Estado: Clero: Hierarquia da Igreja Católica Apostólica Romana: Cardeais, Bispos, padres, etc.
2º Estado: Nobreza: Duques, Condes, etc.
3º Estado: Restante da população, inclusive a burguesia.

Pagamento de Impostos
Somente o Terceiro estado pagava impostos sustentando as despesas das ordens privilegiadas (primeiro e segundo estado).
Essa situação desagradava a burguesia francesa que pagava impostos e não participava do poder político constituído.

Crise Francesa
No ano de 1774, o trono francês foi assumido por Luiz XVI, nesse período a França passava por séria crise econômica. Para solucionar o problema financeiro do Estado, o rei nomeou vários ministros que não conseguiram êxito para resolver os problemas franceses.

A reunião dos Estados Gerais
Vendo que a situação econômica agravava-se, o rei Luiz XVI convocou a Reunião dos Estados Gerais (Assembléia consultiva que deveria se reunir em época de crise). Ela não acontecia à 175 anos.
Nessa assembléia, a votação dos projetos era feita em separado, ou seja, cada estado tinha direito a um voto.
Ao iniciar os trabalhos da assembléia o terceiro estado aproveitou para fazer algumas exigências.

Exigências do terceiro estado
Até a ultima Reunião dos Estados Gerais (1614), cada estado tinha 300 deputados. Assim, clero e nobreza juntos teriam 600.
O terceiro Estado fez algumas exigências, entre elas:
- Aumentar o número de representantes do terceiro estado, de forma a igualar com o número dos outros dois somados. Eles alegavam que representavam a maioria da população.
- votação individual, e não por estado. Assim, o terceiro estado seria a maioria, pois havia dissidentes dos outros estados.

Decisão real
O rei aprovou o aumento no número de representantes do terceiro estado, sendo assim, a reunião ficou constituída da seguinte maneira:
1º 291,
2º 270
3º 578.
Porém o rei não aprovou o voto individual.

Assembléia Nacional Constituinte
Não aceitando a situação, o terceiro estado declarou-se Assembléia Nacional constituinte, para elaborar uma nova constituição para a França.
O rei Luiz XVI tentou impedir a reunião, mas parte do clero e nobres influenciados pelo Iluminismo aderiu ao movimento. O rei não teve alternativa senão aceitar o fato, dando validade à Assembléia Nacional, após frustrada tentativa de fechamento.

Jacobinos e Girondinos
Na Assembléia, os deputados dividiram-se em:
Jacobinos: Liderados por Robespierre representavam a camadas populares, a média e pequena burguesia. Tinham posições mais radicais e eram favoráveis a derrubada do rei e a instalação da República.
Girondinos: Representavam a alta burguesia. Temiam que as massas populares tomassem o poder.
Planície ou pântano: Representavam a burguesia financeira. Conforme suas conveniências imediatas mudavam de posições constantemente. Eram oportunistas, sempre apoiando quem estava no poder.

Queda da Bastilha
Nas ruas de Paris, o povo se agitava com armas nas mãos. No dia 14 de julho de 1789 toma a Bastilha, prisão política, símbolo do absolutismo real e liberta os presos.

Grande Medo
Após a Queda da Bastilha, a Revolução se alastra para o resto da França. Instalou-se o Grande Medo: movimento revolucionário em que a população tomava propriedades feudais matava os nobres e exigia reforma agrária. Temendo que os camponeses invadissem suas propriedades, a burguesia aboliu os direitos feudais e aprovou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.

1791 – Constituição Francesa
Em 1791 foi aprovada a constituição francesa que estabelecia:
• Uma Monarquia parlamentar;
• O voto censitário, ou seja, só poderiam votar as pessoas que pagassem impostos acima de um determinado valor.
• A ilegalidade das greves.

Primeira República Francesa: A Convenção
Os inimigos da Revolução, representados pelo exército austro-prussiano, apoiados por Luiz XVI, invadiram a França. Todos os homens válidos foram convocados.
A 20 de setembro de 1792, o exército austro-prussiano foi batido. Na mesma noite, em Paris, foi proclamada a Republica.
O rei foi considerado prisioneiro e suspeito de traição foi julgado, condenado e finalmente guilhotinado.
Com a proclamação da República, uma nova assembléia foi formada. Chamou-se Convenção. Essa assembléia foi liderada pelos jacobinos na figura de Robespierre.
Durante esse período, conhecido como Terror, o líder dos jacobinos tornou-se a principal figura política e mandava para a guilhotina qualquer pessoa que se opusesse ao seu governo.

O Diretório
A alta burguesia (girondinos), insatisfeita com as atitudes dos membros da Convenção preparou um golpe.
Em 9 de julho de 1794, tomou o poder, guilhotinando Robespierre e outros líderes populares
Com nova orientação política, decidiu elaborar uma nova constituição para a França.
Essa constituição ficou pronta em 1795, estabelecendo a continuidade do regime republicano a França seria agora governada pelo Diretório: órgão executivo, composto por cinco membros.
O governo do Diretório durou de 1795 a 1799. Foi um período conturbado, em que o Estado tentava conter o descontentamento popular e afirmar o controle político da burguesia sobre o país. Durante esse período, o jovem oficial Napoleão Bonaparte adquiriu prestígio pelo seu desempenho militar.

O Golpe de 18 de Brumário
No dia 10 de novembro de 1799 (18 de brumário, pelo novo calendário instituído pela revolução), Napoleão Bonaparte, contando com o apoio de influentes políticos burgueses, dissolveu o Diretório e estabeleceu um novo governo, denominado consulado. O novo governo começa com três cônsules, pouco depois, Napoleão se elegeria cônsul único.

Império Napoleônico
Em 1804, Napoleão foi proclamado imperador da França e governou de forma despótica.

Principais medidas do Império Napoleônico
• Anulação das liberdades individuais e de imprensa;
• Bloqueio Continental: Visando destruir a economia inglesa, Napoleão, decretou em 1806, o fechamento dos portos aos produtos ingleses. Portugal aliada da Inglaterra não adere ao Bloqueio e sob ameaça de invasão a família real foge para o Brasil.

Declínio do Império Napoleônico
Após várias derrotas em batalhas, o império de Napoleão se enfraquece então ele é preso e exilado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário