sábado, 28 de abril de 2012

Egito Antigo




Situado a Nordeste da África, sendo um enorme oásis, com mais de mil quilômetros de comprimento, graças ao rio Nilo.

A fertilidade trazida pelo Nilo
            De junho a setembro, abundantes chuvas na cabeceira do Nilo provocavam enchentes em suas margens. Quando as águas voltavam ao volume normal, deixava no vale um limo fertilizante que, em algumas regiões, chegava a atingir dez metros de espessura. Graças à fertilidade do vale, a agricultura pode ser largamente desenvolvida, constituindo a base da economia egípcia.

Período Pré-Dinástico (antes de haver Faraó) 4000-3200 a.C.
            Este período foi marcado pelo nomos: aldeias agropastoris independentes, cujos governantes eram chamados de nomarcas. A constante guerra entre eles levaram a formação de dois reinos: O baixo Egito, no delta do Nilo, e, mais ao sul, o Alto Egito.
            Em 3200 a.C, Menés, rei do Alto Egito, conquistou o Baixo Egito e fundou a primeira dinastia dos faraós.
 
Antigo Egito - 3200-2300 a.C.
            Neste período a forma de governo foi a monarquia teocrática. O rei denominado faraó e, segundo a crença egípcia possuía caráter divino, considerado filho do Deus Sol. Tinha poderes absolutos atuando como chefe político, supremo legislador, juiz e sacerdote. Nessa época, o Egito não possuía exército permanente.
            Nesta fase foram construídas as pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, que receberam os nomes dos faraós que as construíram, eram guardadas pela Esfinge, uma enorme escultura com corpo de leão e cabeça humana.
            A opressão dos faraós causou revoltas internas e a queda do faraó, porém a nobreza de Tebas restabeleceu a autoridade do faraó e teve início o Médio Império (2100-1750).

O Médio Império – 2100-1750 a.C.
            O Médio Império marcou o restabelecimento da monarquia nacional. A capital passou a ser a cidade de Tebas.
            Por volta de 1750 a.C., o Egito foi invadido pelos hicsos, um povo oriundo da Ásia. Eram militarmente superiores aos egípcios, possuindo armas mais eficientes e carros de guerra puxados por cavalos. Esse povo dominou o Egito por 150 anos, a expulsão deles, em 1580 a.C. deu início a uma nova fase, O Novo Império.
 
O Novo Império – 1580-525 a.C.
            Marcado por uma política guerreira e expansionista. Tendo um exército bem organizado, muitos faraós partiram para a conquista de outros povos e estenderam as fronteiras egípcias até o rio Eufrates, na Mesopotâmia. Na formação do império egípcio destacaram-se os faraós Tutmés III e Ransés II.
            Gastos com campanhas militares e as guerras internas enfraqueceram o império egípcio, favorecendo a invasão de diferentes povos: Assírios, persas.
Em 332 a.C., Alexandre Magno, da Macedônia, conquistou a região.
Em 30 a.C., foram dominados pelos romanos.

A sociedade
            A sociedade era dividida em camadas sociais rígidas:
A dos privilegiados e dos não privilegiados.
Os privilegiados eram os nobres, os sacerdotes e funcionários administrativos. Os nobres, os proprietários de terras também ocupavam os principais postos do exercito e muitos sacerdotes enriqueciam com as oferendas feitas pelo povo aos deuses. Dispensados de pagamentos de impostos e também proprietários de muitas terras, gozavam de grande prestígio devido a suas funções religiosas. Os não privilegiados eram os soldados, artesãos, camponeses e escravos. Os soldados nunca podiam atingir o posto de comando, pois eram reservados para os nobres. Os artesãos dedicavam-se às mais diversas profissões. Trabalhavam como pedreiro, carpinteiro, desenhista, escultores, pintores, tecelões, etc. Também exerciam suas atividades nas grandes obras públicas como os templos, túmulos, etc. Os camponeses formavam a maioria do povo, eles trabalhavam nas propriedades do Faraó e dos sacerdotes, mas tinha o direito de conservar para si apenas uma pequena parte dos produtos colhidos. (http://tati_hundrel.vilabol.uol.com.br/ sociedade.htm).

A economia
Baseava-se:
  • Agricultura: trigo, cevada, linho, algodão, legumes, frutas e papiro,
  • Criação: bois, asnos, gansos, patos, cabras e carneiros,
  • Mineração: ouro, cobre e pedras preciosas,
  • Artesanato vidros, armas, barcos, cerâmicas, etc.
  • Comércio de trocas: Creta, Palestina, Fenícia, Síria.
Religião
            A religião egípcia era politeísta e desempenhou importante papel na vida egípcia, deixou marcas em todos os setores: nas artes, na literatura, na filosofia e até mesmo nas ciências.
Os deuses do Egito tinham forma humana (antropomórfica) e de animais (zoomórfica), Destacavam:: Rá, Osíris, Ísis, Hórus. Certos animais eram considerados sagrados, como o gato, o crocodilo, o escaravelho, o boi.
Anúbis

            Acreditavam na imortalidade da alma e na sua volta para o mesmo corpo.  Essa crença levou-os a desenvolver técnicas para a conservação dos cadáveres.
            A mais sofisticada foi a mumificação, um processo caro, acessível aos privilegiados. Junto ao morto colocavam-se alimentos, armas, ferramentas, etc. elementos que precisaria quando voltasse a vida.

Julgamento da alma por Osíris
            Acreditava-se no julgamento da alma pelo Deus Osíris. Ao ser julgado, suas ações boas ou más eram apresentadas para decidir se o falecido merecia o castigo ou a salvação eterna. Seu coração colocado num dos pratos de uma balança e, no outro, uma pena de ganso. Se os pratos equilibrassem, a alma estaria salva.
            As pessoas mais ricas compravam dos sacerdotes o Livro dos Mortos, um conjunto de fórmulas mágicas, escritas num papiro, que facilitariam sua salvação após a morte. Com a venda dessas fórmulas, muitos sacerdotes enriqueceram.
 Julgamento da alma 

Reforma religiosa
            Durante o Novo Império, o faraó Amenófis IV fez uma reforma religiosa, impondo o monoteísmo. Aton, representado pelo disco solar, tornou-se o único Deus, e o próprio faraó mudou o nome para Akenatón. Essa reforma religiosa teve também caráter político, pois o faraó pretendia reduzir a autoridade dos sacerdotes. Porém, o monoteísmo teve curta duração, e o faraó seguinte, Tutancâmon, restaurou o politeísmo.

2 comentários:

  1. Salve!

    O Senhor se esqueceu de Ma'at, que pena.

    Estava à procura de uma imagem do Rio Nilo quando encontrei sua página. Está de parabéns por compartilhar seu conhecimento com seus leitores.
    É tudo muito fascinante no aprender e no ensinar.

    Sobre o Julgamento da Alma, são muitas as versões, prefiro a que fala da Trilogia da vida e da morte, a saber: Osíris, Anúbis, Ma'at.

    - Osíris, que determina o momento do nascimento e da morte de todo indivíduo.

    - Anúbis, que vai embalsamar o corpo e retirar a alma para levá-la pra ser julgada.

    - Ma'at, que recebe a alma em seu palácio no Delta do Nilo, coloca-a num dos pratos da balança e, no outro prato, coloca a pena que retira da própria cabeça.

    Conta a história antiga que Ma'at era um pássaro que um dia se apaixonou pelo Sol (Rá) e em sua direção voou sob estado de encantamento e paixão. À medida que voava, o pássaro sentia que o calor do sol queimava suas penas... mas não podia voltar, enlouquecido de amor que estava.
    Assim sendo, voou até ser queimado por inteiro, sobrando de si apenas uma pena... aquela que caíra assim que levantara vôo e que se tornou a pena com que Ma'at, a deusa da justiça, da regra, da ordem e da verdade, passou a assinar todas as leis.
    Ma'at tem grande importância na mitologia Egípcia. Antes dela o mundo era o caos. Por isso, no Panteão Egípcio Ma'at está sentada no lugar de honra, à direita de Rá.

    Bom, espero que o Senhor goste da minha versão.
    Abraço respeitoso!

    Amar Yasmine

    *;-)

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  2. Olá Srta. Amar Yasmine! Muito obrigado por seu comentário e gostei muito de sua versão! Irei estudar sobre isso um pouco! Um outro abraço respeitoso!

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