domingo, 20 de agosto de 2017

Regência de Dom Pedro e a Independência Brasileira

         

          Durante sua regência, D. Pedro foi pressionado por duas forças distintas:
1º Cortes Portuguesas: assembleia consultiva representante dos Ingleses, da burguesia portuguesa auxiliando D. João VI a governar.
Uns dos planos das cortes era a recolonizarão do Brasil, reconquistando assim seus antigos privilégios comerciais.
2º Partido Brasileiro: Os proprietários de terras no Brasil tinham consciência que as decisões das Cortes Portuguesas, iriam prejudicar seus interesses econômicos. Então se organizaram em torno do príncipe regente, dando a ele apoio necessário para que desobedecessem às ordens de Portugal. Assim, os proprietários de terra, fundaram o Partido Brasileiro. Esse aglutinava homens de diferentes posições sociais, unidos contra um inimigo comum: As Cortes Portuguesas.
 
Os Passos para a Independência
            Influenciado pelos líderes do Partido Brasileiro, D. Pedro desobedeceu várias vezes às ordens das Cortes portuguesas.
 
Dia do fico – 09 de janeiro de 1822
A primeira desobediência ficou conhecida como Dia do Fico.
Umas das exigências das cortes Portuguesas era o retorno de D. Pedro para Portugal, porém no dia 09 de janeiro de 1822, D. Pedro recebeu um manifesto com 8 mil assinaturas solicitando para que ele contrariasse as ordens vindas de Portugal e permanecesse no Brasil.  Ao receber o documento que solicitava sua permanência em solo brasileiro D. Pedro dclarou:

"- Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto, diga ao povo que fico”.
 
O Cumpra-se – 04 de maio de 1822
           A segunda desobediência ficou conhecida como o cumpra-se.
            No dia 04 de maio de 1822, D. Pedro Assinou um decreto determinando que qualquer ordem vinda de Portugal só deveria ser obedecida no Brasil mediante a chancela do Príncipe Regente: Cumpra-se.
 
Ultimato de Portugal
            Meses depois, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, D. Pedro recebeu duas importantes cartas: uma das cortes portuguesas e outra de José Bonifácio.
A carta das Cortes portuguesas anulava os atos de D. Pedro no Brasil e lhe dava um ultimato exigindo que D. Pedro regressasse imediatamente para Portugal. E ainda ameaçava mandar tropas caso o Regente não obedecesse a essas determinações.
          A carta de José Bonifácio continha um aviso: “só existem dois caminhos: ou voltar para Portugal como prisioneiro das Cortes Portuguesas ou proclamar a independência, tornando-se imperador do Brasil.”. D. Pedro preferiu o último.
 
Dia da Independência – 7 de setembro de 1822
            A terceira desobediência ficou conhecida como o Grito do Ipiranga e ocorreu no dia 07 de setembro de 1822. Contam que, nessa data, depois de ler com atenção as duas cartas, D. Pedro disse:

             “Soldados! Estão desatados os laços que nos unem a Portugal! A partir desse momento nosso lema será: ‘Independência ou morte’”.

            Dessa maneira às margens do Riacho do Ipiranga foi oficializada a Independência.
            Após a Independência, na cidade do Rio de Janeiro, em 1º de dezembro de 1822, D. Pedro foi aclamado imperador e coroado com o título de D. Pedro I.
 
Limites da Independência
  • A independência brasileira foi comandada pelas classes dominantes, por isso não modificou as duras condições de vida da maioria dos brasileiros.
  • Apesar da independência, o Brasil não conquistou uma verdadeira libertação nacional, pois saiu dos laços coloniais portugueses para cair na dominação (dependência) econômica da Inglaterra
  • O valor das exportações continuava sendo menor que as importações
  • As terras brasileiras continuaram nas mãos de grandes proprietários rurais, os maiores beneficiados com o 07 de setembro.
  • A escravidão foi mantida.
  • A imensa maioria dos brasileiros continuou afastada da vida política, pois apenas os mais ricos tinham o direito de votar.
 

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